segunda-feira, 6 de abril de 2009

Memórias antecipadas - um caso de cassação de mandato

No plenário, no dia da votação do projeto em questão, votei contra o ato abusivo e politicamente inútil de cassação de Márcio Moreira Alves. Nessa posição encontrava-se quase toda a bancada mineira. O que ocorreu depois foge ao objetivo destes esclarecimentos. Fica para as memórias. Dias depois, o deputado gaúcho Tarso Dutra, do PSD do Rio Grande do Sul, ministro da Educação, encontrou-se comigo e deu-me notícia das palavras altamente honrosas do professor Pedro Aleixo em meu favor, quando meu nome surgiu para o cadafalso, o que levou o presidente Costa e Silva a aceitar suas ponderações para livrar-me da imerecida punição política. Não fui eu o único a participar da lista colocada naquele dia à deliberação do Conselho, em que se incluía quase toda a bancada mineira encimada por Milton Campos. Procurei o vice-presidente Pedro Aleixo em seu gabinete com o propósito de agradecer-lhe a generosidade de seus conceitos. Na ante-sala estava o jornalista Carlos Castelo Branco, o Castelinho, que tomou conhecimento dos motivos de minha presença ali, registrando-a em sua prestigiosa coluna. Ao tocar no assunto, o professor Pedro Aleixo sequer deixou-me continuar dizendo que a reunião era secreta e não havia nada a agradecer-lhe. Sempre o mesmo homem de grande nobreza de atitudes.

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