domingo, 8 de março de 2009
A camisa de Giácomo -= uma crônica I
Ele provinha da região da Catania, na Sicília, onde se desenrolou o drama imortalizado por Mascagni na ópera Cavalleria Rusticana. Giacomo era um tipo achaparrado de trabalhador rural e aceitou de bom grado o convite de um primo para virem ao Brasil, mais especificamente para Minas Gerais. Trabalhariam juntos numa fazenda de café com a experiência na colheita da azeitona nos extensos oliveirais daquela região italiana. Veio para uma cidade cafeicultora de Minas. Lá chegando, encontrou logo trabalho na generosa safra de café daquele ano. Havia grande demanda por mão de obra e a dos italianos era bastante apreciada. De temperamento manso, tranqüilo e acomodado, Giacomo conheceu Manoela, italiana já aclimatada no Brasil. Ela não era mulher do tipo Lolobrigida ou Sophia Loren. Talvez estivesse mais para Silvana Mangano. Seus traços, se não eram muito bonitos, davam-lhe no entanto um especial ar de graça e coqueteria. Casaram-se e levavam a vida adequada ao estilo de pessoas rústicas. Com o dinheiro ganho na lavoura foram progredindo
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